Tenho a sensação de que a primavera não veio, as flores que
ganhei eram de plástico e o perfume que eu desejei não pude sentir. Plástico! É
a sensação que tenho das pessoas hoje, autômatas, inexpressivas , incapazes de
exalar perfume algum. Quanto tempo dura uma flor de plástico? Espero que não
seja até a próxima primavera.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Plástico (Karina Gera)
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Meias verdades (Karina Gera)
Eu cubro a mesa com um tecido meio transparente, meio
reluzente, encobrir deixa tudo arrumado, coloco adornos escolhidos a dedo e
tudo fica perfeitamente alocado.
Beleza! Procuramos mascarar o feio, o que nos incomoda, o
que não nos atrai. Curta ou corte! Plástica é bom de mais! Maquiagem,
photoshop, meia calça e meias verdades.
Espetáculo! O véu esticado fez uma mesa velha servir um
jantar perfeito: comida boa, bebida gelada, papo agradável e sobremesa. Por
favor, o café eu quero bem amargo, que é para eu voltar para a realidade.
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sábado, 13 de outubro de 2012
Sem gelo (Karina Gera)
Já que perdi o sono vou me embriagar da verdade que amarga
os meus sentimentos. Gelo não quero mais, mas a vodka vai me fazer companhia.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Um texto do Blog de Marla Queiroz sobre o plágio
"Quando alguém se apropria de um texto sem dar os créditos ao autor, essa pessoa se apropria de um momento, de uma história que a inspirou, da oscilação dos sentimentos, de trocas íntimas.Ela se apropria de uma transa, de um abraço, de uma vitória, de uma dor, de uma cura e de horas que foram dedicadas à elaboração daquilo. Ela se apropria de uma lembrança, de uma saudade, de uma angústia, de uma solidão, de um talento. Ela se apropria de algo que pode exemplificar exatamente o que ela queria dizer, mas que teria dito de outra forma.Ela não escreve uma história, ela escreve uma farsa.
Por mais que um texto meu pareça fluido ou que eu tenha “facilidade” em escrever, este é um ato solitário e de muita entrega. As palavras são temperamentais e, muitas vezes, arredias. Seduzi-las será sempre um desafio. Compartilhar um texto é um ato de generosidade, porque se compartilha, antes de tudo, uma nudez. E é essa honestidade que tantas vezes desanuvia o coração de alguém que descobriu que não está passando pela mesma situação sozinho. Compartilhar é uma forma de dar calor, de segurar a mão, de fazer um afago, de pedir colo. Por mais simples que seja um texto, ele sempre é fruto de muita leitura, estudo, autoconhecimento, conversa, observação e trabalho. Por isso, o autor merece respeito e consideração. Talvez algumas pessoas não saibam, mas textos são como filhos que a gente solta no mundo, mas todos eles têm uma certidão de nascimento, uma identidade, uma digital.E serão reconhecidos mesmo que desfigurados, porque têm DNA.
Marla de Queiroz
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Muralista!
A arte se manifestou cedo na minha vida, irmã de grafiteiro sempre gostei de pinturas em muros. O primeiro muro que pintei eu tinha 12 anos e gostei tanto que nunca mais parei. Em agosto de 2012 fui convidada para pintar um mural na Semana de Portinari em Brodoski e foi uma grande honra para mim participar deste projeto. Veja algumas fotos deste trabalho.
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