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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Jogo de mim (Karina Gera)

Sereno era seu olhar, em uma dia sem sol, não temia o vento. Trovoadas nem arqueavam sua expressão calma. Olhava e nem falava nada, eu já entendi tudo. Um completava ou outro, em forma de carinho, cumplicidade. Não precisava explicar nada, porque não haviam dúvidas entre nós. Ano após ano de certezas. Um olhar que eu sempre quis que fosse só meu, e era.
Um dia o olhar ficou distante, mas o pensamento ainda enxergava todos os dias nas noites escuras quando o ponteiro do relógio era insistente.
Pensamento vagava, quanto tempo me enganei. Meu coração não me deixava mentir.
Eram doces as palavras que me consolavam, mas amargavam logo que as engolia.
Falta de autenticidade tem sabor amargo, credo!
Nunca gostei de jogar xadrez, por isso estou perdida neste jogo e não sei como voltar para minha casa.
Meu rei esta a minha espera. Volto logo!

Amor agora! (Karina Gera)

Quem sabe um dia amar! Sim, um sentimento daqueles que invade do começo ao fim, sem virgulas, espaços ou reticencias. Aamor não tem intervalo, a distância sufoca a alma e deixa a gente com um vazio que ocupa todo o ser.
Estou cansada de paixão, para mim este é um sentimento de gente covarde, que tem medo de se arriscar, medo de se decepcionar. Arrisco mesmo! Quero que dê certo, quero viver um ano em um dia e colocar calor no inverno. Não tenho receio de falar o que penso e nem de demonstrar.
Quente ou frio venha correndo, sóo não venha morno e com medo!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Os direitos do pão (Karina Gera)




foto: internet

Fui aprender a fazer pão. Separei todos os ingredientes, coloquei em um recipiente e mãos a obra para sovar.
A massa ficou encorpada e na hora que fui assar, levei um susto, a massa soltou um grito:
“- Alto lá! Eu preciso descansar".
Ainda branca de farinha e pálida pela surpresa, perguntei o por que ela precisava de descanso?
Irritada, retrucou:
- “Acordo todos os dias cedo, dou duro o dia inteiro, aguento os maus tratos do padeiro, como o pão que o diabo amassou neste emprego e não vejo a cor do dinheiro".

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Meias verdades (Karina Gera)





Eu cubro a mesa com um tecido meio transparente, meio reluzente, encobrir deixa tudo arrumado, coloco adornos escolhidos a dedo e tudo fica perfeitamente alocado.
Beleza! Procuramos mascarar o feio, o que nos incomoda, o que não nos atrai. Curta ou corte! Plástica é bom de mais! Maquiagem, photoshop, meia calça e meias verdades.
Espetáculo! O véu esticado fez uma mesa velha servir um jantar perfeito: comida boa, bebida gelada, papo agradável e sobremesa. Por favor, o café eu quero bem amargo, que é para eu voltar para a realidade.

sábado, 13 de outubro de 2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Um texto do Blog de Marla Queiroz sobre o plágio


"Quando alguém se apropria de um texto sem dar os créditos ao autor, essa pessoa se apropria de um momento, de uma história que a inspirou, da oscilação dos sentimentos, de trocas íntimas.Ela se apropria de uma transa, de um abraço, de uma vitória, de uma dor, de uma cura e de horas que foram dedicadas à elaboração daquilo. Ela se apropria de uma lembrança, de uma saudade, de uma angústia, de uma solidão, de um talento. Ela se apropria de algo que pode exemplificar exatamente o que ela queria dizer, mas que teria dito de outra forma.Ela não escreve uma história, ela escreve uma farsa.

Por mais que um texto meu pareça fluido ou que eu tenha “facilidade” em escrever, este é um ato solitário e de muita entrega. As palavras são temperamentais e, muitas vezes, arredias. Seduzi-las será sempre um desafio. Compartilhar um texto é um ato de generosidade, porque se compartilha, antes de tudo, uma nudez. E é essa honestidade que tantas vezes desanuvia o coração de alguém que descobriu que não está passando pela mesma situação sozinho. Compartilhar é uma forma de dar calor, de segurar a mão, de fazer um afago, de pedir colo. Por mais simples que seja um texto, ele sempre é fruto de muita leitura, estudo, autoconhecimento, conversa, observação e trabalho. Por isso, o autor merece respeito e consideração. Talvez algumas pessoas não saibam, mas textos são como filhos que a gente solta no mundo, mas todos eles têm uma certidão de nascimento, uma identidade, uma digital.E serão reconhecidos mesmo que desfigurados, porque têm DNA.

Marla de Queiroz