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sábado, 21 de setembro de 2013

A última vez que morri (Karina Gera)





A primeira vez que morri,
Me afoguei na desilusão;

A segunda vez que morri,
Despenquei do alto do meu orgulho;

A terceira vez que morri,
Bati de frente com a mágoa;

A vida é assim,
todos os dias morremos um pouco,

Hoje morrerei pela última vez,
Para renascer amanhã
E viver para sempre ao lado do teu amor.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ame todos os dias (Karina Gera)





Romantismo está fora de moda, galanteio virou uma palavra esquecida no dicionário e o ritual da conquista foi abandonado. Os jovens casais querem só curtir e quando percebem, a vida já passou e nada de sólido foi construído. Beijos silenciam os sentimentos que foram entorpecidos pela facilidade de ter mais. Melhor ter vários relacionamentos do que construir um sólido. Sexo, drogas e diversão virou até tema de música. O amor será refletido em um copo de bebida, que muda a cada mesa de bar. 
Tanta mentira e traição construiu uma geração sem culpa, que caminha para um desprendimento sentimental do "não compromisso". O amor se tornou efêmero, odiado. Se ninguém quer mais amar pelo medo da decepção, então um novo sentimento se constrói, e o resultado será um mundo bem pior deixado para os filhos de mães e pais separados. Sinceramente o amor é o único sentimento em que vale a pena viver integralmente neste mundo. Se não houver mais amor não culpe o outro ou a vida, mude imediatamente! Amar sem medo é o único antídoto contra toda esta corrupção do sentimento.
Ame! Se não for amado, ame outro, mas ame!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Perdão está longe de mim (Karina Gera)


O perdão não é só uma palavra e nem de longe permeia no limite do tangível.
Erros cometidos apenas uma única vez podem mudar nossas vidas para sempre. Uma lembrança dolorida te consome mais que um dia de desgaste físico, te corrompe os sentidos e entorpece a razão.
Perdão não existe, o que existe são caminhos que se escolhe para afastar-te das lembranças.
Magoas sempre te afogarão!
Perdão, mas eu não sei perdoar, então não cometa erros comigo!

Jogo de mim (Karina Gera)

Sereno era seu olhar, em uma dia sem sol, não temia o vento. Trovoadas nem arqueavam sua expressão calma. Olhava e nem falava nada, eu já entendi tudo. Um completava ou outro, em forma de carinho, cumplicidade. Não precisava explicar nada, porque não haviam dúvidas entre nós. Ano após ano de certezas. Um olhar que eu sempre quis que fosse só meu, e era.
Um dia o olhar ficou distante, mas o pensamento ainda enxergava todos os dias nas noites escuras quando o ponteiro do relógio era insistente.
Pensamento vagava, quanto tempo me enganei. Meu coração não me deixava mentir.
Eram doces as palavras que me consolavam, mas amargavam logo que as engolia.
Falta de autenticidade tem sabor amargo, credo!
Nunca gostei de jogar xadrez, por isso estou perdida neste jogo e não sei como voltar para minha casa.
Meu rei esta a minha espera. Volto logo!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Os direitos do pão (Karina Gera)




foto: internet

Fui aprender a fazer pão. Separei todos os ingredientes, coloquei em um recipiente e mãos a obra para sovar.
A massa ficou encorpada e na hora que fui assar, levei um susto, a massa soltou um grito:
“- Alto lá! Eu preciso descansar".
Ainda branca de farinha e pálida pela surpresa, perguntei o por que ela precisava de descanso?
Irritada, retrucou:
- “Acordo todos os dias cedo, dou duro o dia inteiro, aguento os maus tratos do padeiro, como o pão que o diabo amassou neste emprego e não vejo a cor do dinheiro".

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Plástico (Karina Gera)




Tenho a sensação de que a primavera não veio, as flores que ganhei eram de plástico e o perfume que eu desejei não pude sentir. Plástico! É a sensação que tenho das pessoas hoje, autômatas, inexpressivas , incapazes de exalar perfume algum. Quanto tempo dura uma flor de plástico? Espero que não seja até a próxima primavera.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Uma história de fibra (Karina Gera)



Carro brasileiro

Conquistou muitas vitórias

Criado por um engenheiro,

Que escreveu sua própria história.



Corajoso cidadão

Acreditou em seu ideal

Lutou muitas vezes sozinho:

João Augusto Amaral Gurgel.



Seu nome será sempre lembrado

E sua luta jamais será em vão

O Gurgel é um carro brasileiro

Pequeno no tamanho

Mas gigante na invenção.



Muitas vezes é melhor esquecer o que não faz bem ao coração. Em janeiro de 2009 o Alzheimer o venceu, mas sua história será relembrada para sempre e será exemplo de luta e coragem pela realização dos sonhos, mesmo quando todos estiverem contra eles.




quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Os nossos sentimentos


Da próxima vez que for degustar suavemente sua apetitosa refeição, lembre-se: os alimentos também tem sentimentos!