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sábado, 21 de setembro de 2013

A última vez que morri (Karina Gera)





A primeira vez que morri,
Me afoguei na desilusão;

A segunda vez que morri,
Despenquei do alto do meu orgulho;

A terceira vez que morri,
Bati de frente com a mágoa;

A vida é assim,
todos os dias morremos um pouco,

Hoje morrerei pela última vez,
Para renascer amanhã
E viver para sempre ao lado do teu amor.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Barulho da felicidade ( Karina Gera)

ilustração: Karina Gera

Gosto de gente barulhenta sim, que ri alto, que demonstra os sentimentos, que ouve música boa e ruim, que bebe, que fala palavrão, que come com a mão, que se permite, que se entrega e se doa. Gosto de gente assim, que vive! Gente feliz é muito barulhenta.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ame todos os dias (Karina Gera)





Romantismo está fora de moda, galanteio virou uma palavra esquecida no dicionário e o ritual da conquista foi abandonado. Os jovens casais querem só curtir e quando percebem, a vida já passou e nada de sólido foi construído. Beijos silenciam os sentimentos que foram entorpecidos pela facilidade de ter mais. Melhor ter vários relacionamentos do que construir um sólido. Sexo, drogas e diversão virou até tema de música. O amor será refletido em um copo de bebida, que muda a cada mesa de bar. 
Tanta mentira e traição construiu uma geração sem culpa, que caminha para um desprendimento sentimental do "não compromisso". O amor se tornou efêmero, odiado. Se ninguém quer mais amar pelo medo da decepção, então um novo sentimento se constrói, e o resultado será um mundo bem pior deixado para os filhos de mães e pais separados. Sinceramente o amor é o único sentimento em que vale a pena viver integralmente neste mundo. Se não houver mais amor não culpe o outro ou a vida, mude imediatamente! Amar sem medo é o único antídoto contra toda esta corrupção do sentimento.
Ame! Se não for amado, ame outro, mas ame!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Os direitos do pão (Karina Gera)




foto: internet

Fui aprender a fazer pão. Separei todos os ingredientes, coloquei em um recipiente e mãos a obra para sovar.
A massa ficou encorpada e na hora que fui assar, levei um susto, a massa soltou um grito:
“- Alto lá! Eu preciso descansar".
Ainda branca de farinha e pálida pela surpresa, perguntei o por que ela precisava de descanso?
Irritada, retrucou:
- “Acordo todos os dias cedo, dou duro o dia inteiro, aguento os maus tratos do padeiro, como o pão que o diabo amassou neste emprego e não vejo a cor do dinheiro".

sábado, 13 de outubro de 2012

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Crônica Natalina

 
 
Que vontade de ouvir "noite feliz" (cantado pela Simone). Comer peru com maionese amanhecida, esperar pelo Papai Noel descendo da chaminé (tenho que encomendar uma), ganhar um presente "legal" de amigo secreto (nem lembro o que ganhei no ano passado), receber cartões de Natal de políticos que eu nem conheço e nem me deram um bom dia se quer durante o ano, contribuir com dinheiro para ajudar famílias que passaram fome o ano inteiro; pegar cartinhas no correio de criancinhas pobres que só querem um IPad (eu também). Enfrentar aquelas filas quilométricas no supermercado e depois de tudo isso dar 'caixinha' (gorjeta) sorrindo para o lixeiro, guarda, faxineira, gari, flanelinha, jardineiro, pedreiro, padeiro, leiteiro, ops lá se foi o 13º; Hohoho é Natal!

domingo, 28 de agosto de 2011

Não sou moralista, sou muralista

As formas e cores se somam para dar alegria. Em Franca, interior de São Paulo, as formas, cores e artistas se unem para decorar mural lateral do Teatro Municipal da cidade. Cerca de 20 painéis serão totalmente restaurados e remodelados para dar uma cara nova a entrada do teatro. Fui convidada pelo diretor Jô Ribeiro para compor uma destas telas no paredão.
A obra foi iniciada no dia 20 de agosto e concluída 7 dias depois. "Gosto muito de pintar máscaras e também produzo mandalas em espelho, estes dois itens são característicos do meu trabalho, então para homenagear o teatro, uni as máscaras em uma grande mandala para representar os espetáculos", diz Karina Gera, uma das artistas participantes do projeto.
Veja algumas fotos do trabalho:








terça-feira, 23 de agosto de 2011

Uma história de fibra (Karina Gera)



Carro brasileiro

Conquistou muitas vitórias

Criado por um engenheiro,

Que escreveu sua própria história.



Corajoso cidadão

Acreditou em seu ideal

Lutou muitas vezes sozinho:

João Augusto Amaral Gurgel.



Seu nome será sempre lembrado

E sua luta jamais será em vão

O Gurgel é um carro brasileiro

Pequeno no tamanho

Mas gigante na invenção.



Muitas vezes é melhor esquecer o que não faz bem ao coração. Em janeiro de 2009 o Alzheimer o venceu, mas sua história será relembrada para sempre e será exemplo de luta e coragem pela realização dos sonhos, mesmo quando todos estiverem contra eles.