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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ame todos os dias (Karina Gera)





Romantismo está fora de moda, galanteio virou uma palavra esquecida no dicionário e o ritual da conquista foi abandonado. Os jovens casais querem só curtir e quando percebem, a vida já passou e nada de sólido foi construído. Beijos silenciam os sentimentos que foram entorpecidos pela facilidade de ter mais. Melhor ter vários relacionamentos do que construir um sólido. Sexo, drogas e diversão virou até tema de música. O amor será refletido em um copo de bebida, que muda a cada mesa de bar. 
Tanta mentira e traição construiu uma geração sem culpa, que caminha para um desprendimento sentimental do "não compromisso". O amor se tornou efêmero, odiado. Se ninguém quer mais amar pelo medo da decepção, então um novo sentimento se constrói, e o resultado será um mundo bem pior deixado para os filhos de mães e pais separados. Sinceramente o amor é o único sentimento em que vale a pena viver integralmente neste mundo. Se não houver mais amor não culpe o outro ou a vida, mude imediatamente! Amar sem medo é o único antídoto contra toda esta corrupção do sentimento.
Ame! Se não for amado, ame outro, mas ame!

sábado, 13 de outubro de 2012

domingo, 28 de agosto de 2011

Não sou moralista, sou muralista

As formas e cores se somam para dar alegria. Em Franca, interior de São Paulo, as formas, cores e artistas se unem para decorar mural lateral do Teatro Municipal da cidade. Cerca de 20 painéis serão totalmente restaurados e remodelados para dar uma cara nova a entrada do teatro. Fui convidada pelo diretor Jô Ribeiro para compor uma destas telas no paredão.
A obra foi iniciada no dia 20 de agosto e concluída 7 dias depois. "Gosto muito de pintar máscaras e também produzo mandalas em espelho, estes dois itens são característicos do meu trabalho, então para homenagear o teatro, uni as máscaras em uma grande mandala para representar os espetáculos", diz Karina Gera, uma das artistas participantes do projeto.
Veja algumas fotos do trabalho:








sexta-feira, 24 de junho de 2011

Saudoso (Karina Gera)

Durante anos li e re-li, ouvi e jamais pude compreender a complexidade de uma palavra: saudoso. Fulano é saudoso! (Saudoso? pensava eu). As pessoas podem ser tantas coisas, podem ter tantas outras, mas esta palavra é como uma herança que você deixa para as pessoas que gostam de ti. Uns deixam fortuna, é claro, mas eu nunca tinha parado para pensar o quão interessante é deixar saudades para alguém. Está certo que a palavra “saudoso” não contém seus atributos psicológicos aqui neste texto empregados, mas quero refletir sobre os itens agregados neste contexto. Eu sinto falta de colocar os pés na areia, mas esta saudade eu posso saciar. Então como recriar um momento inesquecível ao lado de alguém que aqui já não está mais? Fecho os olhos e me transporto para um momento, lágrimas incontidas insistem em participar das minhas lembranças. O que faltou ser dito? Cobro-me! Nenhum remédio pode melhorar minha dor. Nenhuma lembrança pode preencher o vazio que fez morada no meu coração. Ninguém pode substituir sua importância. Agora entendi: saudoso!