Cursos de Arte em Franca/SP

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Painel para área de lazer


Comecei a fazer este trabalho. Assim que terminar, posto mais fotos.

Dificuldade de dizer não (Karina Gera)

Quantas pessoas chegam com “jeitinho”, milimetricamente comedidas de sua ação, prontas para pedir algo e nos deixar em uma difícil situação? Na teoria, a palavra ‘sim’ e’ não’ indicam concordância e negação, mas na prática negar um pedido “camarada” é tão constrangedor que o advérbio de negação vira afirmativo sem muita concordância gramatical. Nesta interjeição o sujeito que sofre a ação fica pre(ju)dicado, pois sofre de uma sentença denominada: “dificuldade de dizer não”.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A voz da internet (Karina Gera)

A necessidade de comunicação é mais antiga do que a própria escrita. Antes da criação e atribuição de significados às letras, o homem já fazia seus rabiscos e tentava se expressar por hieróglifos e desenhos rupestres.
Durante milhões de anos a história da humanidade foi trazida para o presente graças aos desenhos nas pedras. Apesar de que muita história ficou perdida no tempo ou pela ação do mesmo, pouco a pouco ainda podemos conhecer através das descobertas arqueológicas o “grito silencioso” dos nossos ancestrais.
Comunicar é essencial, vital e inevitável. Através da linguagem escrita e falada as civilizações se relacionaram por séculos, mesmo possuindo hábitos e costumes tão distintos, a compreensão se fazia universal.
Como um Tsunami, a internet invadiu o final do século XX arrastando tudo, e isso não significa que arrasou a comunicação, mas que revolucionou a forma e a linguagem da mesma. Com a rápida troca de dados, a internet supriu um vazio do mundo moderno, onde as pessoas cada vez mais possuem menos tempo, e ofereceu informações curtas, com mensagens concisas atreladas a muitas imagens e vídeos.
Pela primeira vez na história o internauta transformou a unilateralidade da informação em direito de resposta e expressão de sua própria opinião endossados por grupos e comunidades que possuem a mesma linha de pensamento espalhados por todo mundo.
Como em um jogo de xadrez, a internet 2.0 (escrita pelo internauta) deu um cheque mate no antigo sistema de informação e colocou o habitual leitor como peça atuante no processo, porém esta conexão interativa é um ”mouse de dois gumes”, que mistura o conhecimento mundial em um sistema de livre de acesso a todos, mantendo a informação continuamente atualizada, mas também preocupa pela forma de abastecimento inadequado das notícias, que muitas vezes recebem versões dúbias de fontes desconhecidas perdendo a característica original e chegando até a distorção completa.
A ”verdade virtual” pode ser uma mentira e criada com assuntos polêmicos ou de interesse da massa com o objetivo de propagar livremente pela rede através de um sistema chamado marketing viral, como o próprio nome diz, age infecciosamente. Ao receber o conteúdo impactante o receptor imediatamente quer informar seus amigos e reenvia a mensagem para sua lista de contatos através do botão ”repassar” (FW:). A informação enviada pode ser verdadeira ou falsa que mesmo assim se alastra rapidamente em um ciclo sem fim podendo dar a volta ao globo terrestre inúmeras vezes.
Um exemplo claro do buzz (ato de repassar a informação para contatos da rede) aconteceu recentemente no caso da vacina H1N1, onde um e-mail foi escrito em nome de um autor falso, coincidentemente médico, que falava para a população não tomar o medicamento, pois havia um vírus nele que mataria toda a humanidade.
Se é para viajar, navegar ou teclar que seja pela informação verdadeira, temos que percorrer o caminho da notícia e jamais deletar o nosso direito de saber.
Não existe solução para a “batalha cultural” (onde cada indivíduo tem o poder de começar uma revolução pela rede), porém a forma mais simples de evitar espalhar esse spam (lixo) para nossos contatos é sempre recorrer a uma fonte ou veículo de comunicação com credibilidade, experiência e ética, pois dispensamos questionamentos sobre a legitimidade da informação, que já foi exaustivamente checada e elaborada para depois ser compartilhada.
A voz da internet é poderosa, porém suas palavras devem permear a verdade.

Um conto que conta o tempo (Karina Gera)

Quantos livros podemos ler? Quantos textos podemos escrever? Quantas histórias podemos contar? Para Luiz Cruz de Oliveira esta resposta seria um conto, um romance ou uma crônica. Escrever não é apenas a junção das palavras, a escrita é uma arquitetura minuciosa, onde o escritor constrói pontes para o leitor levar sua imaginação para passear. Cruz é um arquiteto das palavras, cada parágrafo é uma excursão pela história de Franca. Quantas pessoas já percorreram pela engenhosidade de suas histórias? Adoro viajar nesta máquina do tempo.

Maquinista do tempo (Karina Gera)

O trem parte cedinho, soltando fumaça, espalhando barulho, levando e deixando gente pelo caminho. Este trem não leva só pessoas, carrega também anseios, histórias e destinos. Cada passageiro marca seu curso pelo tic tac do relógio. O maquinista do trem marca cada território com o apito, que soa como um despertador, avisando a todos da estação que não só o trem, mas que o tempo também está passando. Cada buzinada reflete um novo instante, esmagado pelos trilhos e carregado pela sinfonia da viagem.

Toda manhã ela leva um pedaço de mim (Karina Gera)

Todos as manhãs ela passa no mesmo caminhar, seu perfume denúncia seu destino, todo trajeto fica aromatizado. As pernas delineadas ficam expostas do joelho para baixo, mas meus olhos continuam percorrendo na imaginação sem fim dos sentimentos mais íntimos, então mergulho neste corpo e permito que um pedaço de mim seja levado por ela. O resto do dia guardo a lembrança daquele momento e somente na próxima manhã recupero o que me foi roubado, nem que seja por alguns instantes.

Paxonisse (Karina Gera)

Primeiro olhar, primeiro toque, primeiro beijo, primeiro amor, primeiro filho, primeira rotina, primeira briga. Ultimo casamento!

Nossa sem hora (Karina Gera)

Faz um tempo que eu não vejo o tempo passar, todas as horas são frações de minutos que se enfileiram para esperar o próximo segundo chegar. Nossa! Sem hora não posso ficar e a hora não me espera. Vento, me leve de carona, mais rápido que o tempo, não deixe o ponteiro me atropelar. Amém.

Nome de Mulher (Karina Gera)

Os homens correm atrás dela, sem fôlego insistentemente aos sons das guguzelas. Dribla olhares e segue sozinha, não se preocupa em quem irá acompanhá-la, está ali apenas para ser o centro das atenções. Objeto de desejo, impresso em um mundo tão masculino, chega singelo com curvas perfeitas que celebram uma gostosa partida de futebol: Jabulani este é o nome dela em outro idioma africano.

Maré Negra (Karina Gera)

Mancha negra que se vê de longe, volumosa, impactante, veloz. Não é time de futebol, mas vem determinada a vencer seus obstáculos. Invade territórios, avança sem recuar, parte para finalizar tudo que encontra no caminho. Prevalece sua vontade, nenhuma barreira consegue contê-la. Maré de azar ruma sem destino, quanta vida extinguirá este desastre repentino?

Cheio de desespero (Karina Gera)

Transborda minh´alma de alegria
Soneto mágico enche meus ouvidos
Ressoa flutuante cantoria
Espetáculo gratuito

Remando poesia
Através de águas serenas
Atravessa o mar da esperança
Destino inserto
Durante o tráfego é puro silêncio

Maré é lua cheia
Suspira na noite vazia
Dúvida repete refrão
Na natureza começa a gritaria

Um som límpido
Tomado pelo desespero
Era de encher os olhos
Transbordou!

Sorriso sincronizado (Karina Gera)

Abana a mão, cumprimentos e gentileza, sorriso gratuito, quanta delicadeza. Comitiva, caravana e passeata prosseguem sincronizadas. Desfile, procissão? Não. É a corrida dos políticos para ganhar a eleição.

Mal criado (Karina Gera)

A luz acabou. Acendi uma vela e rezei para a luz voltar, a vela apagou, ficou tão escuro que não encontrava mais o fósforo. Fechei os olhos para tentar lembrar onde coloquei, como se o cessar das minhas pálpebras pudessem clarear minhas idéias. Passei cena a cena em minha mente. Nada de luz, nada de fósforo. Percorri a casa toda na lembrança até me recordar. Ah, deixei sobre o criado mudo. Resmunguei: bem que você podia falar!