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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A voz da internet (Karina Gera)

A necessidade de comunicação é mais antiga do que a própria escrita. Antes da criação e atribuição de significados às letras, o homem já fazia seus rabiscos e tentava se expressar por hieróglifos e desenhos rupestres.
Durante milhões de anos a história da humanidade foi trazida para o presente graças aos desenhos nas pedras. Apesar de que muita história ficou perdida no tempo ou pela ação do mesmo, pouco a pouco ainda podemos conhecer através das descobertas arqueológicas o “grito silencioso” dos nossos ancestrais.
Comunicar é essencial, vital e inevitável. Através da linguagem escrita e falada as civilizações se relacionaram por séculos, mesmo possuindo hábitos e costumes tão distintos, a compreensão se fazia universal.
Como um Tsunami, a internet invadiu o final do século XX arrastando tudo, e isso não significa que arrasou a comunicação, mas que revolucionou a forma e a linguagem da mesma. Com a rápida troca de dados, a internet supriu um vazio do mundo moderno, onde as pessoas cada vez mais possuem menos tempo, e ofereceu informações curtas, com mensagens concisas atreladas a muitas imagens e vídeos.
Pela primeira vez na história o internauta transformou a unilateralidade da informação em direito de resposta e expressão de sua própria opinião endossados por grupos e comunidades que possuem a mesma linha de pensamento espalhados por todo mundo.
Como em um jogo de xadrez, a internet 2.0 (escrita pelo internauta) deu um cheque mate no antigo sistema de informação e colocou o habitual leitor como peça atuante no processo, porém esta conexão interativa é um ”mouse de dois gumes”, que mistura o conhecimento mundial em um sistema de livre de acesso a todos, mantendo a informação continuamente atualizada, mas também preocupa pela forma de abastecimento inadequado das notícias, que muitas vezes recebem versões dúbias de fontes desconhecidas perdendo a característica original e chegando até a distorção completa.
A ”verdade virtual” pode ser uma mentira e criada com assuntos polêmicos ou de interesse da massa com o objetivo de propagar livremente pela rede através de um sistema chamado marketing viral, como o próprio nome diz, age infecciosamente. Ao receber o conteúdo impactante o receptor imediatamente quer informar seus amigos e reenvia a mensagem para sua lista de contatos através do botão ”repassar” (FW:). A informação enviada pode ser verdadeira ou falsa que mesmo assim se alastra rapidamente em um ciclo sem fim podendo dar a volta ao globo terrestre inúmeras vezes.
Um exemplo claro do buzz (ato de repassar a informação para contatos da rede) aconteceu recentemente no caso da vacina H1N1, onde um e-mail foi escrito em nome de um autor falso, coincidentemente médico, que falava para a população não tomar o medicamento, pois havia um vírus nele que mataria toda a humanidade.
Se é para viajar, navegar ou teclar que seja pela informação verdadeira, temos que percorrer o caminho da notícia e jamais deletar o nosso direito de saber.
Não existe solução para a “batalha cultural” (onde cada indivíduo tem o poder de começar uma revolução pela rede), porém a forma mais simples de evitar espalhar esse spam (lixo) para nossos contatos é sempre recorrer a uma fonte ou veículo de comunicação com credibilidade, experiência e ética, pois dispensamos questionamentos sobre a legitimidade da informação, que já foi exaustivamente checada e elaborada para depois ser compartilhada.
A voz da internet é poderosa, porém suas palavras devem permear a verdade.

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