Embalada pelo vento, sobe leve como pluma. Aventureira, escala todo o céu em direção à lua. Quanto mais carretel, mais a pequena pipa, tímida e de papel, ganha força e coragem. Ela faz a dança dos ventos, as mãos não a dominam. Fantoche do infinito,vítima do tempo, quando chega a tempestade fazse pausa para o encanto. Mas não é o fim do espetáculo. Ainda é possível ouvir a melodia dos ventos.
Gosto de gente barulhenta sim, que ri alto, que demonstra os
sentimentos, que ouve música boa e ruim, que bebe, que fala palavrão, que come
com a mão, que se permite, que se entrega e se doa. Gosto de gente assim, que
vive! Gente feliz é muito barulhenta.