sábado, 21 de julho de 2018

A mãe fazia mingau,
a menina gostava quente,
a mãe polvilhava canela,
a menina comia contente.
Embalada pelo vento, sobe leve como pluma. Aventureira, escala todo o céu em direção à lua.
Quanto mais carretel, mais a pequena pipa, tímida e de papel, ganha força e coragem. Ela faz a dança dos ventos, as mãos não a dominam.
Fantoche do infinito,vítima do tempo, quando chega a tempestade faz­se pausa para o encanto. Mas não é o fim do espetáculo. Ainda é possível ouvir a melodia dos ventos.

sábado, 21 de setembro de 2013

Roupinha de Natal (Karina Gera)




Meu cachorrinho é feliz
tem cobertor e comida,
brinca de esconde-esconde
E alegra a minha vida

A última vez que morri (Karina Gera)





A primeira vez que morri,
Me afoguei na desilusão;

A segunda vez que morri,
Despenquei do alto do meu orgulho;

A terceira vez que morri,
Bati de frente com a mágoa;

A vida é assim,
todos os dias morremos um pouco,

Hoje morrerei pela última vez,
Para renascer amanhã
E viver para sempre ao lado do teu amor.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Trabalho realizado na faculdade















History Board para criação de um vt.

B612


Seu planeta não era azul, dizia o pai para a menina.
Mas ela não entendia o porquê. Mais tarde descobriria a cor do machismo.

#KarinaGera

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Barulho da felicidade ( Karina Gera)

ilustração: Karina Gera

Gosto de gente barulhenta sim, que ri alto, que demonstra os sentimentos, que ouve música boa e ruim, que bebe, que fala palavrão, que come com a mão, que se permite, que se entrega e se doa. Gosto de gente assim, que vive! Gente feliz é muito barulhenta.