quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Trânsito (Karina Gera)

Paz interior, dia ensolarado, assumir o volante deixa o sujeito transtornado. Os carros não têm freio, se entrar na frente passam em cima. Buzina é sinal de intimidação, motorista armado saca um dos dedos da mão com cara de terrorista e faz toda aquela encenação. Meu fígado podia já ter se acostumado, tanto estresse e condutores folgados. Irritam-se profundamente com o sinal fechado, quando estão dirigindo, seguem um só lema: Estou passando, cuidado!

Sinal amarelo não é mais pise no freio, mas pise no acelerador, porque os carros estão com os freios quebrados.

Faixa de pedestre é uma gozação. Quando um idoso atravessa com seu guarda-chuva na mão, tem que correr ou voltar para a calçada, os motoristas não sabem dar a vez, só pensam na pressa, quanta insensatez.

Xingamento no trânsito é melodia, toca funk, sertanejo e MPB misturados ao hit dos palavrões de quinta categoria. E assim o tempo lindo fica nublado, um desrespeito as leis de trânsito por causa dos condutores mal educados.

Alguns têm tanta pressa que chegam no céu mais rápido.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Energia, energia: o circulo é a origem

Minha exposição está chegando. Estou finalizando os últimos detalhes para garantir um mostra digna da cidade de Franca.


Vou trazer mais de 100 mandalas inéditas,com Cds, vidros, espelhos, madeira e muito mais, será dia 5 de outubro na Pinavcoteca de Franca. Rua Campos Salles, 2210 - Centro.

Espero por você no coquetel de inauguração dia 05/10 às 20h30.
 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Doce de Coco (Karina Gera)

Coco ralado, leite condensado, açúcar queimando, tudo misturado, bem encorpado.

Cheirinho adocicado, cocada, quebra-queixo e bombocado. Hum, doce de coco é um pecado.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Painel para área de lazer


Comecei a fazer este trabalho. Assim que terminar, posto mais fotos.

Dificuldade de dizer não (Karina Gera)

Quantas pessoas chegam com “jeitinho”, milimetricamente comedidas de sua ação, prontas para pedir algo e nos deixar em uma difícil situação? Na teoria, a palavra ‘sim’ e’ não’ indicam concordância e negação, mas na prática negar um pedido “camarada” é tão constrangedor que o advérbio de negação vira afirmativo sem muita concordância gramatical. Nesta interjeição o sujeito que sofre a ação fica pre(ju)dicado, pois sofre de uma sentença denominada: “dificuldade de dizer não”.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Quarto da Júlia, filhota da minha amiga Ana Elisa e Fábio






Pintura na parede do quartinho da Júlia. As borboletinhas vão sair de dentro do berço.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A voz da internet (Karina Gera)

A necessidade de comunicação é mais antiga do que a própria escrita. Antes da criação e atribuição de significados às letras, o homem já fazia seus rabiscos e tentava se expressar por hieróglifos e desenhos rupestres.
Durante milhões de anos a história da humanidade foi trazida para o presente graças aos desenhos nas pedras. Apesar de que muita história ficou perdida no tempo ou pela ação do mesmo, pouco a pouco ainda podemos conhecer através das descobertas arqueológicas o “grito silencioso” dos nossos ancestrais.
Comunicar é essencial, vital e inevitável. Através da linguagem escrita e falada as civilizações se relacionaram por séculos, mesmo possuindo hábitos e costumes tão distintos, a compreensão se fazia universal.
Como um Tsunami, a internet invadiu o final do século XX arrastando tudo, e isso não significa que arrasou a comunicação, mas que revolucionou a forma e a linguagem da mesma. Com a rápida troca de dados, a internet supriu um vazio do mundo moderno, onde as pessoas cada vez mais possuem menos tempo, e ofereceu informações curtas, com mensagens concisas atreladas a muitas imagens e vídeos.
Pela primeira vez na história o internauta transformou a unilateralidade da informação em direito de resposta e expressão de sua própria opinião endossados por grupos e comunidades que possuem a mesma linha de pensamento espalhados por todo mundo.
Como em um jogo de xadrez, a internet 2.0 (escrita pelo internauta) deu um cheque mate no antigo sistema de informação e colocou o habitual leitor como peça atuante no processo, porém esta conexão interativa é um ”mouse de dois gumes”, que mistura o conhecimento mundial em um sistema de livre de acesso a todos, mantendo a informação continuamente atualizada, mas também preocupa pela forma de abastecimento inadequado das notícias, que muitas vezes recebem versões dúbias de fontes desconhecidas perdendo a característica original e chegando até a distorção completa.
A ”verdade virtual” pode ser uma mentira e criada com assuntos polêmicos ou de interesse da massa com o objetivo de propagar livremente pela rede através de um sistema chamado marketing viral, como o próprio nome diz, age infecciosamente. Ao receber o conteúdo impactante o receptor imediatamente quer informar seus amigos e reenvia a mensagem para sua lista de contatos através do botão ”repassar” (FW:). A informação enviada pode ser verdadeira ou falsa que mesmo assim se alastra rapidamente em um ciclo sem fim podendo dar a volta ao globo terrestre inúmeras vezes.
Um exemplo claro do buzz (ato de repassar a informação para contatos da rede) aconteceu recentemente no caso da vacina H1N1, onde um e-mail foi escrito em nome de um autor falso, coincidentemente médico, que falava para a população não tomar o medicamento, pois havia um vírus nele que mataria toda a humanidade.
Se é para viajar, navegar ou teclar que seja pela informação verdadeira, temos que percorrer o caminho da notícia e jamais deletar o nosso direito de saber.
Não existe solução para a “batalha cultural” (onde cada indivíduo tem o poder de começar uma revolução pela rede), porém a forma mais simples de evitar espalhar esse spam (lixo) para nossos contatos é sempre recorrer a uma fonte ou veículo de comunicação com credibilidade, experiência e ética, pois dispensamos questionamentos sobre a legitimidade da informação, que já foi exaustivamente checada e elaborada para depois ser compartilhada.
A voz da internet é poderosa, porém suas palavras devem permear a verdade.