Coco ralado, leite condensado, açúcar queimando, tudo misturado, bem encorpado.
Cheirinho adocicado, cocada, quebra-queixo e bombocado. Hum, doce de coco é um pecado.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Dificuldade de dizer não (Karina Gera)
Quantas pessoas chegam com “jeitinho”, milimetricamente comedidas de sua ação, prontas para pedir algo e nos deixar em uma difícil situação? Na teoria, a palavra ‘sim’ e’ não’ indicam concordância e negação, mas na prática negar um pedido “camarada” é tão constrangedor que o advérbio de negação vira afirmativo sem muita concordância gramatical. Nesta interjeição o sujeito que sofre a ação fica pre(ju)dicado, pois sofre de uma sentença denominada: “dificuldade de dizer não”.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Quarto da Júlia, filhota da minha amiga Ana Elisa e Fábio
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
A voz da internet (Karina Gera)
A necessidade de comunicação é mais antiga do que a própria escrita. Antes da criação e atribuição de significados às letras, o homem já fazia seus rabiscos e tentava se expressar por hieróglifos e desenhos rupestres.
Durante milhões de anos a história da humanidade foi trazida para o presente graças aos desenhos nas pedras. Apesar de que muita história ficou perdida no tempo ou pela ação do mesmo, pouco a pouco ainda podemos conhecer através das descobertas arqueológicas o “grito silencioso” dos nossos ancestrais.
Comunicar é essencial, vital e inevitável. Através da linguagem escrita e falada as civilizações se relacionaram por séculos, mesmo possuindo hábitos e costumes tão distintos, a compreensão se fazia universal.
Como um Tsunami, a internet invadiu o final do século XX arrastando tudo, e isso não significa que arrasou a comunicação, mas que revolucionou a forma e a linguagem da mesma. Com a rápida troca de dados, a internet supriu um vazio do mundo moderno, onde as pessoas cada vez mais possuem menos tempo, e ofereceu informações curtas, com mensagens concisas atreladas a muitas imagens e vídeos.
Pela primeira vez na história o internauta transformou a unilateralidade da informação em direito de resposta e expressão de sua própria opinião endossados por grupos e comunidades que possuem a mesma linha de pensamento espalhados por todo mundo.
Como em um jogo de xadrez, a internet 2.0 (escrita pelo internauta) deu um cheque mate no antigo sistema de informação e colocou o habitual leitor como peça atuante no processo, porém esta conexão interativa é um ”mouse de dois gumes”, que mistura o conhecimento mundial em um sistema de livre de acesso a todos, mantendo a informação continuamente atualizada, mas também preocupa pela forma de abastecimento inadequado das notícias, que muitas vezes recebem versões dúbias de fontes desconhecidas perdendo a característica original e chegando até a distorção completa.
A ”verdade virtual” pode ser uma mentira e criada com assuntos polêmicos ou de interesse da massa com o objetivo de propagar livremente pela rede através de um sistema chamado marketing viral, como o próprio nome diz, age infecciosamente. Ao receber o conteúdo impactante o receptor imediatamente quer informar seus amigos e reenvia a mensagem para sua lista de contatos através do botão ”repassar” (FW:). A informação enviada pode ser verdadeira ou falsa que mesmo assim se alastra rapidamente em um ciclo sem fim podendo dar a volta ao globo terrestre inúmeras vezes.
Um exemplo claro do buzz (ato de repassar a informação para contatos da rede) aconteceu recentemente no caso da vacina H1N1, onde um e-mail foi escrito em nome de um autor falso, coincidentemente médico, que falava para a população não tomar o medicamento, pois havia um vírus nele que mataria toda a humanidade.
Se é para viajar, navegar ou teclar que seja pela informação verdadeira, temos que percorrer o caminho da notícia e jamais deletar o nosso direito de saber.
Não existe solução para a “batalha cultural” (onde cada indivíduo tem o poder de começar uma revolução pela rede), porém a forma mais simples de evitar espalhar esse spam (lixo) para nossos contatos é sempre recorrer a uma fonte ou veículo de comunicação com credibilidade, experiência e ética, pois dispensamos questionamentos sobre a legitimidade da informação, que já foi exaustivamente checada e elaborada para depois ser compartilhada.
A voz da internet é poderosa, porém suas palavras devem permear a verdade.
Durante milhões de anos a história da humanidade foi trazida para o presente graças aos desenhos nas pedras. Apesar de que muita história ficou perdida no tempo ou pela ação do mesmo, pouco a pouco ainda podemos conhecer através das descobertas arqueológicas o “grito silencioso” dos nossos ancestrais.
Comunicar é essencial, vital e inevitável. Através da linguagem escrita e falada as civilizações se relacionaram por séculos, mesmo possuindo hábitos e costumes tão distintos, a compreensão se fazia universal.
Como um Tsunami, a internet invadiu o final do século XX arrastando tudo, e isso não significa que arrasou a comunicação, mas que revolucionou a forma e a linguagem da mesma. Com a rápida troca de dados, a internet supriu um vazio do mundo moderno, onde as pessoas cada vez mais possuem menos tempo, e ofereceu informações curtas, com mensagens concisas atreladas a muitas imagens e vídeos.
Pela primeira vez na história o internauta transformou a unilateralidade da informação em direito de resposta e expressão de sua própria opinião endossados por grupos e comunidades que possuem a mesma linha de pensamento espalhados por todo mundo.
Como em um jogo de xadrez, a internet 2.0 (escrita pelo internauta) deu um cheque mate no antigo sistema de informação e colocou o habitual leitor como peça atuante no processo, porém esta conexão interativa é um ”mouse de dois gumes”, que mistura o conhecimento mundial em um sistema de livre de acesso a todos, mantendo a informação continuamente atualizada, mas também preocupa pela forma de abastecimento inadequado das notícias, que muitas vezes recebem versões dúbias de fontes desconhecidas perdendo a característica original e chegando até a distorção completa.
A ”verdade virtual” pode ser uma mentira e criada com assuntos polêmicos ou de interesse da massa com o objetivo de propagar livremente pela rede através de um sistema chamado marketing viral, como o próprio nome diz, age infecciosamente. Ao receber o conteúdo impactante o receptor imediatamente quer informar seus amigos e reenvia a mensagem para sua lista de contatos através do botão ”repassar” (FW:). A informação enviada pode ser verdadeira ou falsa que mesmo assim se alastra rapidamente em um ciclo sem fim podendo dar a volta ao globo terrestre inúmeras vezes.
Um exemplo claro do buzz (ato de repassar a informação para contatos da rede) aconteceu recentemente no caso da vacina H1N1, onde um e-mail foi escrito em nome de um autor falso, coincidentemente médico, que falava para a população não tomar o medicamento, pois havia um vírus nele que mataria toda a humanidade.
Se é para viajar, navegar ou teclar que seja pela informação verdadeira, temos que percorrer o caminho da notícia e jamais deletar o nosso direito de saber.
Não existe solução para a “batalha cultural” (onde cada indivíduo tem o poder de começar uma revolução pela rede), porém a forma mais simples de evitar espalhar esse spam (lixo) para nossos contatos é sempre recorrer a uma fonte ou veículo de comunicação com credibilidade, experiência e ética, pois dispensamos questionamentos sobre a legitimidade da informação, que já foi exaustivamente checada e elaborada para depois ser compartilhada.
A voz da internet é poderosa, porém suas palavras devem permear a verdade.
Um conto que conta o tempo (Karina Gera)
Quantos livros podemos ler? Quantos textos podemos escrever? Quantas histórias podemos contar? Para Luiz Cruz de Oliveira esta resposta seria um conto, um romance ou uma crônica. Escrever não é apenas a junção das palavras, a escrita é uma arquitetura minuciosa, onde o escritor constrói pontes para o leitor levar sua imaginação para passear. Cruz é um arquiteto das palavras, cada parágrafo é uma excursão pela história de Franca. Quantas pessoas já percorreram pela engenhosidade de suas histórias? Adoro viajar nesta máquina do tempo.
Maquinista do tempo (Karina Gera)
O trem parte cedinho, soltando fumaça, espalhando barulho, levando e deixando gente pelo caminho. Este trem não leva só pessoas, carrega também anseios, histórias e destinos. Cada passageiro marca seu curso pelo tic tac do relógio. O maquinista do trem marca cada território com o apito, que soa como um despertador, avisando a todos da estação que não só o trem, mas que o tempo também está passando. Cada buzinada reflete um novo instante, esmagado pelos trilhos e carregado pela sinfonia da viagem.
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