quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O colorido faz falta para mim (Karina Gera)


No galho mais alto da árvore, algumas sementes ainda resistiam, tremulas com a brisa do inverno e persistentes a chegada da primavera. O sol aquece cada brotinho que começa a surgir, o ruído do vento muda a melodia e dá a vez para os pássaros e sua maestria. Os frutos temiam o silêncio quando a noite caía. De manhã era uma festa e a noite calmaria, alguns morcegos rondavam o território, mas sem sincronia, não se pode comparar com a dança das andorinhas, em suas curvas acentuadas perfeitas, emitindo sons de alegria, morcegos são tristes e me dão medo.
Os galhos secos caíram e em volta das árvores e algumas folhagens secas serviram de adubo para o solo. Sei que ali, onde a paisagem está cinza, logo surgirão flores vermelhas, como as do ano passado, mas apesar deste inverno não ter sido tão intenso, parece que demorou mais a passar, senti muita falta do colorido das árvores que rodeiam meu jardim. Seja bem vinda primavera, traga de volta todas as cores para mim.


Temos mais com o que se preocupar (Karina Gera)


Segue seu curso, deita sobre seu leito e repousa inquieto pelas curvas sinuosas. Sacode, remexe, agita e expande forte sobre a cidade! As marcas das águas deixam marcas de destruição, mesmo com tanta água que caiu fica impossível não derramar lágrimas. Não foi invasão de privacidade? Estupro? Roubo? Quem consentiu? A alma chora, o corpo gela, o coração dispara, o medo apavora; e a vida?  A chuva ignora. E a Luiza? Quem se importa.

Penso, logo desisto (Karina Gera)


Um filósofo e matemático francês, René Descartes criou uma frase curiosa: “penso, logo existo”. O escritor irlandês, Oscar Wilde, escreveu que “viver é a coisa mais rara do mundo, algumas pessoas apenas existem”. Estava aqui “costurando as palavras” e percebi que em uma das frases o sentido de “existir” é  o produto de viver, pensar é vida e na segunda frase existir é passar pela vida sem usufruir de sua grandiosidade. Penso, existo, vivo? Que confusão: desisto!

domingo, 1 de janeiro de 2012

1º post do ano

Olá amigos, estou meio sumida do meu blog, mas eu precisava de umas férias e por um tempo passei a estar menos ocupada com a internet. Eu não fui viajar, mas agora tenho um macote para cuidar. Um basset branquelo, lindo, que eu estou adorando limpar toda a bagunça que ele faz. O meu marido Marcelo diz que o cachorro é meu xérox, super hiper mega hiperativo, rsrsrsr.
Bem, mas acontece que o Biscoito é surdo e não encontrei ainda meios de educá-lo, ele sai destruindo tudo e não adianta falar. Consultei um adestrador de cães que disse ser possível ensinar o bichinho com sinais, mas o segundo problema é que o Biscoito quase não enxerga, só possui uma das visões, nasceu com problema genético.
A verdade é que estou muito feliz e começo 2012 ainda mais, pois nunca me senti tão bem!
Por isso vim aqui dividir minha alegria. Veja só a carinha de anjo deste Biscoitinho:



eu sou um anjo, não acha?

Quero ir junto na mala

e esta bagunça toda, quem vai limpar?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Crônica Natalina

 
 
Que vontade de ouvir "noite feliz" (cantado pela Simone). Comer peru com maionese amanhecida, esperar pelo Papai Noel descendo da chaminé (tenho que encomendar uma), ganhar um presente "legal" de amigo secreto (nem lembro o que ganhei no ano passado), receber cartões de Natal de políticos que eu nem conheço e nem me deram um bom dia se quer durante o ano, contribuir com dinheiro para ajudar famílias que passaram fome o ano inteiro; pegar cartinhas no correio de criancinhas pobres que só querem um IPad (eu também). Enfrentar aquelas filas quilométricas no supermercado e depois de tudo isso dar 'caixinha' (gorjeta) sorrindo para o lixeiro, guarda, faxineira, gari, flanelinha, jardineiro, pedreiro, padeiro, leiteiro, ops lá se foi o 13º; Hohoho é Natal!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Oficina que ministrei no R Design

No dia 13 de novembro ministrei uma oficina de customização na Unifran, para o R Design de Franca, veja algumas fotos e resultado dos trabalhos:




















11 de novembro (Karina Gera)

Como são doces as lembranças de novembro, num tempo nem tão distante, quando te conheci: meu sorriso camuflado, seu olhar tímido, um sentimento disfarçado, uma paixão intrometida; emoção contida? Insegurança. Bagunça de sentimentos, descobrimentos e emoções borbulhando, desejos aflorados, beijos molhados, passeio de baixo da chuva, carro atolado na lama, tinta, papel e cor e o coração apertado pela espera, alegria imensa pela sua chegada e tristeza em todas as suas partidas.
Foram tantos novembros, tantas lembranças e sentimentos que, mesmo com a chuva de novembro, este mês sempre foi ensolarado para mim.