segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Nome de Mulher (Karina Gera)
Os homens correm atrás dela, sem fôlego insistentemente aos sons das guguzelas. Dribla olhares e segue sozinha, não se preocupa em quem irá acompanhá-la, está ali apenas para ser o centro das atenções. Objeto de desejo, impresso em um mundo tão masculino, chega singelo com curvas perfeitas que celebram uma gostosa partida de futebol: Jabulani este é o nome dela em outro idioma africano.
Maré Negra (Karina Gera)
Mancha negra que se vê de longe, volumosa, impactante, veloz. Não é time de futebol, mas vem determinada a vencer seus obstáculos. Invade territórios, avança sem recuar, parte para finalizar tudo que encontra no caminho. Prevalece sua vontade, nenhuma barreira consegue contê-la. Maré de azar ruma sem destino, quanta vida extinguirá este desastre repentino?
Cheio de desespero (Karina Gera)
Transborda minh´alma de alegria
Soneto mágico enche meus ouvidos
Ressoa flutuante cantoria
Espetáculo gratuito
Remando poesia
Através de águas serenas
Atravessa o mar da esperança
Destino inserto
Durante o tráfego é puro silêncio
Maré é lua cheia
Suspira na noite vazia
Dúvida repete refrão
Na natureza começa a gritaria
Um som límpido
Tomado pelo desespero
Era de encher os olhos
Transbordou!
Soneto mágico enche meus ouvidos
Ressoa flutuante cantoria
Espetáculo gratuito
Remando poesia
Através de águas serenas
Atravessa o mar da esperança
Destino inserto
Durante o tráfego é puro silêncio
Maré é lua cheia
Suspira na noite vazia
Dúvida repete refrão
Na natureza começa a gritaria
Um som límpido
Tomado pelo desespero
Era de encher os olhos
Transbordou!
Sorriso sincronizado (Karina Gera)
Abana a mão, cumprimentos e gentileza, sorriso gratuito, quanta delicadeza. Comitiva, caravana e passeata prosseguem sincronizadas. Desfile, procissão? Não. É a corrida dos políticos para ganhar a eleição.
Mal criado (Karina Gera)
A luz acabou. Acendi uma vela e rezei para a luz voltar, a vela apagou, ficou tão escuro que não encontrava mais o fósforo. Fechei os olhos para tentar lembrar onde coloquei, como se o cessar das minhas pálpebras pudessem clarear minhas idéias. Passei cena a cena em minha mente. Nada de luz, nada de fósforo. Percorri a casa toda na lembrança até me recordar. Ah, deixei sobre o criado mudo. Resmunguei: bem que você podia falar!
domingo, 15 de agosto de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
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